Relato de quem está em "Terras Inimigas" na Final da Libertadores !

Amigos, assisti a derrota de nosso time ontem daqui, diretamente da terra dos Colorados. Vocês não imaginam o que vi e ouvi de ontem para hoje. A festa aqui foi de título conquistado. Já estão mandando faser as faixas e chamando nosso time de freguês. Só que eles se esquecem que temos mais um round, onde tudo é possível, não acredito que nosso jogará duas partidas seguidas em uma final. O Tricolor tem que entrar com o mesmo espírito da partida contra o Chivas no Jalisco. A partida agora é de vida ou morte.... Dá lhe Tricolor !!!
Segue uma matéria do Jornal Zero Hora de hoje, e uma foto da forma como os colorados encaram o time do São Paulo. Tirem suas próprias conclusões !!!
Zero Hora de Hoje : 10.08.06
Título : Inter Soberano
O Inter está a um empate de se transformar em um outro clube de futebol. Depois da empolgante vitória de 2 a 1, ontem à noite, diante de 70 mil torcedores no Morumbi, basta não perder na próxima quarta-feira, no Beira-Rio, para que o Inter conquiste a América, se habilite a disputar o Mundial no Japão e seja promovido a uma entidade de renome em todo o planeta.
Foi até mais fácil do que se esperava. Durante a semana, os analistas de futebol de todo o Brasil ressaltaram que a vantagem técnica do São Paulo era a sua dupla de volantes, Mineiro e Josué. Em nove minutos, o São Paulo não tinha mais essa vantagem. Logo no começo do jogo, Tinga fez uma falta dura sobre Mineiro, perto da linha divisória do gramado. Mineiro saiu de campo na maca, voltou mancando e não foi mais o mesmo. Aos nove minutos, Josué saltou para disputar uma bola pelo alto com Rafael Sobis e acertou, maldosamente, uma cotovelada na nuca do colorado. Sobis rolou pelo gramado. O uruguaio Jorge Larrionda mostrou sua categoria de juiz de Copa do Mundo: expulsou o jogador do São Paulo sem vacilar.O São Paulo não tinha mais Mineiro e Josué. O terceiro jogador do meio-campo, Danilo, estava ausente. O jogo era todo do Inter. E o Inter agiu com correção. Sem afobação, passou a se assenhorar da partida. Aos 17, Edinho deu lançamento precioso para Jorge Wagner, que entrou sozinho na área, pela esquerda. Ficou cara a cara com Rogério Ceni, mas chutou fraco. O goleiro defendeu sem sustos.O único trunfo do São Paulo, além da sua torcida confiante, era Ricardo Oliveira, que estava cheio de inspiração. Aos 23, ele deixou Leandro diante de Clemer, livre para marcar o gol, mas o goleiro espalmou a escanteio. Fora estilingadas como essa, o São Paulo não fazia o Inter passar por maiores vicissitudes. Ao contrário, o Inter empurrou o São Paulo para o seu campo e o dono da casa só conseguia sair jogando aos chutões.Até que Fabinho cometeu um erro que merecia ser punido com o garrote vil da Inquisição: aos 38 minutos, desferiu um tapa em Souza, que caiu sentado no gramado. O quarto árbitro, Martin Vasquez, correu para avisar o auxiliar, que repassou a informação a Larrionda. Fabinho foi expulso, naturalmente.Aí o jogo mudou outra vez. Richarlyson estava aquecendo, pronto para entrar, e voltou para o banco. O Morumbi, que se amornara, voltava a ferver. O São Paulo quase fez o gol, aos 42, quando Danilo lançou Souza dentro da área e Clemer espalmou. O primeiro tempo terminou com os torcedores gritando que o São Paulo era campeão.
Após o intervalo, o Inter voltou a dominar, e Sobis marcou duas vezes
O segundo tempo começou com outro grito dos são-paulinos. Eles pediam Lenilson. Sentiam que havia algo de errado com seu time. E o que havia de errado era o adversário. O Inter jogava com autoridade. O recesso do vestiário consertara o trauma da expulsão de Fabinho e o time de Abel Braga jogava como se estivesse à beira do Guaíba. Até que, aos oito minutos, Edinho enfiou um lançamento pelo meio da zaga do São Paulo. A bola encontrou Sobis só com Fabão entre ele e Rogério Ceni. Sobis dançou na frente do zagueiro e chutou rasteiro, no canto direito: 1 a 0.Pelo script usual do Morumbi, o São Paulo teria de reagir amassando o rival. Não foi o que aconteceu. Porque o Inter não deixou. Prosseguiu soberano e, aos 16, sangrou o São Paulo ainda mais profundamente. Alex levantou para Fernandão na área. O centroavante do Inter cabeceou para trás, Fabão jogou contra o próprio gol, Ceni espalmou e a bola ricocheteou do travessão para o meio da área, onde Sobis bateu de primeira: 2 a 0.Só aí o São Paulo reagiu. Lenilson finalmente entrou, aos 19, e o tricolor paulista criou boas chances. Aos 30, a pressão deu resultado: Souza levantou para a área e o zagueiro Edcarlos surgiu de surpresa para cabecear. Foguetes estouraram no Morumbi, a torcida cantava. O São Paulo tinha de novo esperanças. Mas elas ficaram para o Beira-Rio, onde, todo o Brasil sabe, quem manda é o Inter.


















































